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Wagner Moura entra na lista da revista ‘Time’ das 100 pessoas mais influentes do mundo e estampa uma das capas

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Wagner Moura, que concorreu ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação em “O Agente Secreto”, foi escolhido pela revista “Time” como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

O reconhecimento vem na esteira do sucesso do filme, ambientado no Brasil durante o período da ditadura militar. De acordo com a revista, “a obra tem repercutido com o público no mundo todo — especialmente nos Estados Unidos”.

Além de compor a lista, o ator estampa uma das capas da revista dedicada aos influentes.

Outros nomes também aparecem na lista, como as atrizes Zoe Saldaña e Dakota Johnson, o cantor Luke Combs e Ralph Lauren, dono da marca de moda. Líderes políticos como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente americano Donald Trump também aparecem entre os 100 mais influentes.

“Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que o faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibram qualquer tendência à seriedade excessiva — e é fácil imaginá-lo com um robe elegante dos anos 1930, fumando sem fumar”, diz a legenda da postagem da revista no Instagram.

A Time também chamou o artista de “antídoto analógico” para o nosso tempo cada vez mais digital.

“Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que a gente nem sabia que precisava”, complementa a publicação.

Pela atuação no longa, Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, consolidando sua projeção no cenário global.

A publicação destaca ainda o estilo do ator, descrito como uma espécie de “anomalia” em meio às estrelas contemporâneas. Com um perfil discreto, ele evita redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Fusca de 1959 — características que contrastam com a crescente digitalização do cotidiano.

Segundo a Time, a formação acadêmica em jornalismo e o contato com autores durante a faculdade foram fundamentais para moldar sua visão sobre a relação entre arte e política, tema presente em seus trabalhos mais recentes.

A revista também publicou uma entrevista com o ator em suas plataformas digitais.