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Sarampo preocupa autoridades de saúde e reforça importância da vacinação

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sarampo, doença que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no Brasil, voltou a acender o alerta das autoridades sanitárias. Embora o país tenha recuperado, em 2024, o certificado de eliminação da circulação do vírus concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), especialistas alertam para o risco iminente de novos surtos devido ao aumento dos casos em diversos países das Américas.

Em 2016, o Brasil havia conquistado pela primeira vez o certificado de eliminação do sarampo, mas perdeu o reconhecimento em 2019 após registrar mais de 21,7 mil casos em apenas um ano. Até o momento, o Ministério da Saúde contabilizou três casos confirmados da doença em 2025 e investiga outras 468 suspeitas.

Vacinação continua sendo a principal proteção

A cobertura vacinal contra o sarampo no Brasil alcançou 92,66% para a primeira dose em 2025. Já a aplicação da dose de reforço ficou em 78,02%. De acordo com a pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a alta imunidade da população ajuda a reduzir a disseminação do vírus, mas não elimina os riscos, conforme relatado ao site CNN Brasil.

O Ministério da Saúde recomenda que viajantes recebam a vacina tríplice viral pelo menos 15 dias antes de embarcar para áreas com circulação da doença.

Como funciona a vacinação

A vacina contra o sarampo utiliza o vírus atenuado para estimular a produção de anticorpos e garantir proteção duradoura.

Atualmente, o calendário nacional prevê:

  • Primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade;
  • Reforço aos 15 meses;
  • Duas doses para pessoas de até 29 anos que não completaram o esquema vacinal;
  • Uma dose para adultos entre 30 e 59 anos sem comprovação de vacinação ou histórico da doença.

Pessoas que já tiveram sarampo não precisam receber nova dose, pois desenvolvem imunidade permanente.

Doença pode causar complicações graves

O sarampo é transmitido por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A doença apresenta uma das maiores taxas de transmissão entre os vírus conhecidos: cerca de 90% das pessoas não vacinadas que entram em contato com um infectado podem adoecer.

Os sintomas incluem:

  • Febre alta;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Coriza;
  • Tosse;
  • Irritação nos olhos;
  • Dores no corpo.

Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia, otite, sinusite, surdez e até levar à morte. Crianças menores de um ano e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações.