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Petróleo cai abaixo de US$ 100 após Trump pausar ataque a refinarias do Irã

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Depois de abrir os negócios nesta semana pressionado, o preço do petróleo arrefeceu nos mercados internacionais e passou a ser negociado abaixo US$ 100 o barril do tipo Brent com vencimento em junho. Última vez que fechou abaixo de US$ 100 foi em 12 de março. O mercado repercute anúncio do presidente norte-americano Donald Trump,de suspender ataques a refinarias iranianas por cinco dias, o que reduziu tensões, provocadas por ele próprio, quando dera ultimato para a reabertura do Estreito de Hormuz

O que aconteceu

Barril de petróleo é negociado abaixo de US$ 100. O barril de Brent, referência internacional, chegou a subir 2%, por volta das 7h15 (horário de Brasília), a US$ 108,53, mas perdeu força e passou a ser cotado com variação negativa. Por volta das 10h, o barril do tipo Brent para junho recuava 9%, a US$ 96,79.

Desde o último dia 12 de março que esse contrato não fecha abaixo de US$ 100. Semana passada, o barril chegou a valer US$ 119 durante a sessão, cerca de 60% 50% ante o começo do conflito, quando era cotado ao redor de US$ 72,00.

Volatilidade do preço reflete tensão após novas trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã. Desde o fechamento do mercado na última sexta-feira (20), o conflito ganhou novos capítulos. Ataques coordenados atingiram cidades no sul de Israel e ampliaram os rumores de que as tensões na região estão distantes de um final.

Presidente dos Estados Unidos anuncia suspensão de ataques a refinarias iranianas. Donald Trump afirmou hoje que manteve com governo iraniano “conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio” nos últimos dois dias. Segundo postagem em sua rede social, Trump diz que, por isso, tomou decisão de suspender todos os ataques americanos à infraestrutura energética do Irã por cinco dias.

Mensagem acalma tensão que ele mesmo provocou no fim de semana. Ontem Trump deu um ultimato pela reabertura de Hormuz. O presidente norte-americano estabeleceu o prazo de 48 horas para o Irã liberar a passagem responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Caso o canal não seja desbloqueado, ele afirmou que os EUA vão “atacar e destruir completamente” as usinas de energia iranianas.

“Se o Irã não abrir totalmente, sem ameaça, o Estreito de Hormuz dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América vão atacar e obliterar suas diversas usinas de energia.”
Donald Trump

Ofensivas do Irã persistiram, mesmo após declarações de Trump. O Exército iraniano repudiou as falas do presidente norte-americano e sugeriu que vai alvejar instalações dos EUA. “Se a infraestrutura iraniana de combustível e energia for violada pelo inimigo, toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização dos EUA e do regime na região será atacada”, disse um porta-voz em comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.

Países do G7 defendem liberação

Grupo dos países mais ricos do mundo destacou a importância de proteger as rotas marítimas, incluindo o Estreito de Hormuz. A manifestação foi assinada em conjunto pelos ministros das Relações Exteriores do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia.

G7 afirma estar empenhado em limitar os prejuízos causados pela guerra. “Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes”, escreveram os ministros, que dizem “estar prontos” para tomar as medidas necessárias para restabelecer o fornecimento global de energia.

“Condenamos os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia.”
Comunicado do G7

Ao todo, 22 países já manifestaram intenção de garantir a passagem por Hormuz. Além dos membros do G7 e das nações europeias, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, produtores de petróleo situados no Oriente Médio, também integram a lista.