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Pesquisa avalia o impacto da lei sobre o uso de celulares nas escolas

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Após um ano da implementação da norma que regula o uso de celulares nas escolas, o Ministério da Educação iniciou uma pesquisa nacional para avaliar o impacto da lei nas redes de ensino do país. Mais de 8 mil escolas da Educação Básica das redes pública e privada estão participando do estudo.

A pesquisa busca analisar como a lei foi aplicada na comunidade escolar, quais mudanças ocorreram na rotina pedagógica e quais dificuldades surgiram durante o processo.

Os resultados preliminares, obtidos a partir de relatos de professores, são muito positivos, segundo o ministro da Educação, Camilo Santana.

“O resultado preliminar é muito positivo a partir do retorno que os professores têm relatado, principalmente no bem-estar e no convívio dos alunos. Questão da atenção em sala de aula, o convívio nos intervalos também dos alunos. Isso é muito positivo. Todos os relatos feitos pelas redes, secretários, secretárias e pelas redes escolares são muito positivos em relação esse primeiro ano”.

O ministro afirmou que a mudança foi desafiadora para os alunos no início, mas que depois eles entenderam a importância da norma.

“Eu mesmo tive a oportunidade de acompanhar e visitar algumas escolas durante a implementação dessa nova lei. Ouvi os alunos, ouvi professores, ouvi relatos impressionantes de alguns jovens, ainda da dificuldade iniciais da mudança. Mas perceberam p quanto foi importante a restrição. Eles passaram a conviver mais com os colegas, fazer atividades esportivas, brincar. E isso faz parte do processo pedagógico da formação das crianças e jovens. É claro que a pesquisa vai nos dar dados mais científicos da melhoria da aprendizagem com nosso maior objetivo”.

As escolas participantes selecionam um diretor, um coordenador pedagógico e dois professores para a realização do estudo.

A pesquisa é feita pela Secretaria de Educação Básica, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e com o Instituto Alana.

É importante lembrar que a lei que regula o uso de celulares nas escolas, sancionada em janeiro do ano passado, não proíbe totalmente o uso dos aparelhos. Mas limita a utilização para fins pedagógicos e para casos de acessibilidade, necessidades de saúde e segurança.