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Homem chora mais por futebol do que por término, aponta estudo

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Um levantamento divulgado pelo O Globo, nesta quarta-feira (17), trouxe um dado curioso sobre comportamento masculino: homens chegam a chorar até quatro vezes mais por futebol do que pelo fim de um relacionamento. O estudo, publicado na revista Frontiers in Psychology, analisa como o esporte funciona como um espaço socialmente aceito para a extravasar sentimento.

Batizado de “As crenças sobre as emoções estão ligadas às crenças sobre o gênero: o caso do choro masculino nos esportes competitivos”, o levantamento foi conduzido pela pesquisadora Heather J. MacArthur.

Durante a análise, estudiosos acompanharam as reações dos torcedores diante das vitórias e derrotas de seus respectivos times. O resultado aponta que, quando o assunto é bola rolando, o choro deixa de ser tabu.

“O choro masculino parece ser particularmente evidente em contextos como os esportes competitivos”, explicou MacArthur.

No entanto, a pesquisa exemplifica que, fora das arquibancadas, a conversa muda. Situações como separações ou perdas familiares carregam um peso maior quando o assunto é vulnerabilidade masculina. Ou seja: chorar no estádio, beleza; mas chorar por amor, aí já não é o recomendado, pois nesses cenários, muitos deles tendem a reprimir os sentimentos.

Clube vira parte da identidade

Para os pesquisadores, isso ajuda a explicar por que alguns homens seguram a onda em questões pessoais, mas desabam quando o time perde um título ou leva um gol nos acréscimos. É o esporte fazendo esse papel de válvula de escape emocional — coisa que, na vida privada, ainda é vista com resistência.

Ao final, o estudo conclui que normas culturais sobre masculinidade ainda influenciam fortemente como os homens lidam com o próprio sentimento. Nesse contexto, o futebol segue como um dos raros ambientes onde chorar, vibrar ou se frustrar é visto como normal.