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Exportações de carnes brasileiras devem aumentar; saiba motivo e impacto na economia nacional

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Depois de reagir e taxar os Estados Unidos em 34% acerca das importações americanas, a China pode aumentar as compras de carnes do Brasil, principalmente as suínas, conforme informações de o portal Globo Rural.

A diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel, ressaltou que os EUA ficam no top três dos maiores exportadores mundiais de carnes, mas em posição abaixo do Brasil e da Espanha no ranking.

“Dois gigantes do comércio internacional deixarão de fazer negócios ou, ao menos, reduzirão muito seu volume. Com o Brasil sendo o principal fornecedor de commodities, certamente será positivo”, projetou, destacando o impacto na economia nacional, conforme aponta a reportagem.

O representante da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, projeta um aumento das negociações brasileiras com o mercado chinês. “A exportação do Brasil já tende a ser recorde em 2025 para as três carnes (suína, bovina e aviária), e essa conjuntura mercadológica torna o quadro ainda mais favorável na nossa expectativa de exportações”, estimou ele, ao Globo Rural.

O mercado já indicava alta de 8,8% nas exportações de suínos no Brasil em 2025, com cerca de 1,37 milhão de toneladas. A carne de frango e bovina devem ter 5,24% (5,43 milhões de toneladas) e 2,29% (4,28 milhões de toneladas), respectivamente.

Em 2024, foram exportados do Brasil para os Estados Unidos uma média de 138,15 mil toneladas de carne e 1,33 milhão de toneladas à China, com base em dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Espera-se que o país asiático deixe de comprar os produtos dos americanos.

“Em termos relativos, porém, a perspectiva de prejuízo para o Brasil tende a ser menos severa do que para nações que enfrentam alíquotas mais altas. A profundidade dessa perda dependerá, sobretudo, de quanto a atividade econômica global poderá se deteriorar em um cenário de escalada protecionista”, comunicou o Banco BTG Pactual, segundo a reportagem.