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Empresas conhecidas pedem recuperação judicial e número cresce 70% em 2024

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Grandes empresas solicitaram recuperação judicial no primeiro semestre deste ano. Entre as mais conhecidas estão Dia%, Gol, e Casa do Pão de Queijo. De acordo com dados do Serasa Experian, foram registrados 1.104 pedidos entre janeiro e junho de 2024, representando um aumento de 71% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Conforme apuração feita pelo UOL, as micro e pequenas empresas lideram os pedidos, com 713 solicitações, as médias empresas seguiram com 207 pedidos, enquanto as grandes somaram 94 solicitações. O setor de serviços encabeçou os pedidos de recuperação judicial com 422 registros, seguido pelo comércio (277), indústria (161) e setor primário (154).

A Gol entrou com pedido de recuperação financeira nos Estados Unidos em 25 de janeiro. A companhia aérea anunciou um compromisso de financiamento de U$$ 950 milhões, a ser utilizado para reestruturar obrigações financeiras de curto prazo e fortalecer sua estrutura de Capital a longo prazo. A empresa garantiu que a decisão não afetaria os clientes. Em 27 de janeiro a Justiça norte-americana aceitou o pedido.

Em 2020, a Polishop tinha 2.500 funcionários e 280 lojas, números que caíram para 500 funcionários e 49 lojas atualmente. A varejista afirmou que tentou negociar com os credores, mas não obteve sucesso. A empresa solicitou entrou com pedido de recuperação judicial em 17 de maio, enfrentando uma dívida de R$ 352 milhões. A Justiça aprovou o pedido em 20 de maio.

Com dívidas de quase R$ 1,1 bilhão, a rede de supermercado Dia% solicitou recuperação judicial em 21 de março. O anúncio ocorreu após o fechamento de 343 supermercados e três centros de distribuição. A rede, decidiu manter apenas 340 unidades em São Paulo, teve seu pedido aceito pela Justiça em 23 de março.

A Casa do Pão de Queijo solicitou recuperação judicial em 28 de junho, mencionando uma dívida de R$ 57,5 milhões, incluindo a fábrica e 28 lojas próprias localizadas em aeroportos. As dívidas trabalhistas somam R$ 244.318 do total. A maior parte da dívida, R$ 55,89 milhões, refere-se a credores quirografários (sem garantia).