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Cine Glauber Rocha restringe acesso ao terraço a quem comprar ingresso

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A gestão do Cine Glauber Rocha, o cinema de rua em funcionamento na Praça Castro Alves, em Salvador, esclareceu, nesta terça-feira (12), que o acesso ao terraço do espaço será limitado a clientes que comprarem ingressos para assistir filmes em cartaz.

Apesar da decisão ter sido tomada há alguns dias, uma nota de esclarecimento foi publicada no perfil oficial do Instagram do equipamento apenas na tarde desta terça, após polêmica entre o público do local. No texto, a gestão do afirmou que “situações de comportamento inadequado e depredação do prédio” nos últimos meses levaram à restrição.

“Além de pias quebradas, lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor”, declarou o Cine Glauber Rocha.

A nota afirmou ainda que a administração segue atenta e estudando novas formas de ocupar o terraço e reforçou a relevância histórica e cultural do espaço.

Confira o pronunciamento completo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Cine Glauber Rocha recebe patrocínio do Estado ou da Prefeitura?
O Glauber foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo. Devido à força dos streamings e efeitos da Covid-19, salas de cinema recebem apoio em muitos países, prática ainda incomum no Brasil.

O Cine Glauber Rocha paga aluguel ao Estado?
Desde a pandemia, em parceria com as sec. estaduais de Cultura e Educação, o aluguel devido pelo cinema é revertido no ingresso de dois mil estudantes da rede pública por mês.
O cinema arca com os custos operacionais (luz, água, projeção e distribuidoras), enquanto o Estado providencia o transporte dos alunos. A ação garante o acesso às salas e a devida formação de público.

O Cine Glauber Rocha possui contrapartida social?
Embora não existam obrigações contratuais, a democratização do acesso e a exibição do cinema nacional são os pilares que nos norteiam. Diariamente, o Glauber oferece sessões a R$9,00 ou R$10,00.
Vale ressaltar que 50% desse valor é das distribuidoras e produtoras, além dos impostos pagos por ingresso. Manter uma sala tem alto custo; um projetor profissional custa mais de R$350 mil. Mesmo como ente privado, o Glauber busca ser inclusivo e democrático. Somos um dos cinemas que mais exibe filmes brasileiros no país, com mais de 135 títulos em 2026, sempre com excelência técnica.

Por que limitar o acesso ao terraço?
Infelizmente, nos últimos meses o cinema enfrentou situações de comportamento inadequado e depredação do prédio. Além de pias quebradas, lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor.

O Cine Glauber Rocha no Centro Histórico de Salvador
Hoje, novos teatros e equipamentos transformam a região. Somos zelosos com este espaço histórico, símbolo da cidade que funciona como cinema desde 1919. Seguimos atentos e estudando novas formas de ocupação para o terraço.
Reafirmamos o nosso total compromisso com a valorização e a preservação da cultura baiana.

Operação atual do Cine Glauber Rocha

O Cine Glauber Rocha funciona como cinema desde 1919, mas foi fechado por um período, entre 1998 e 2008. A reforma do espaço ocorreu com capital privado e atualmente o equipamento se mantém com “esforços próprios”, à exceção da lei emergencial Paulo Gustavo, aprovada durante a pandemia de Covid-19 para apoiar o setor cultural brasileiro, segundo a gestão.

Para se manter em atividade, o espaço cultural estabeleceu uma parceria com a Secretarias de Educação e de Cultura da Bahia (Secult) para reverter os valores devidos de aluguel em dois mil ingressos por mês para estudantes da rede pública de ensino. 

“O cinema arca com os custos operacionais (luz, água, projeção e distribuidoras), enquanto o Estado providencia o transporte dos alunos. A ação garante o acesso às salas e a devida formação de público”, afirmou.