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Barrado nos EUA, árbitro da Copa é recebido como herói na Somália

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O retorno do árbitro Omar Abdulkadir Artan à Somália foi marcado por homenagens e manifestações de apoio após ele ser impedido de entrar nos Estados Unidos, país que sediará parte da Copa do Mundo de 2026. Ao desembarcar em Mogadíscio, capital somali, o profissional foi recebido por uma multidão que o tratou como símbolo de orgulho nacional.

Aos 34 anos, Artan havia sido selecionado pela Fifa para integrar o grupo de arbitragem do Mundial e faria história como o primeiro árbitro da Somália a atuar na principal competição do futebol mundial. No entanto, a participação foi encerrada antes mesmo do início do torneio após a negativa das autoridades migratórias norte-americanas.

Em entrevista ao jornal The New York Times, o árbitro relatou frustração com a decisão. Segundo ele, toda a documentação exigida para a entrada no país estava regular.

“Estou muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida, que era participar da Copa do Mundo”, afirmou.

Artan também declarou não ter recebido explicações detalhadas sobre o motivo da recusa. “Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo”, disse ao veículo americano.

Segundo seu relato, ele desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no último sábado (6) e passou cerca de 11 horas em procedimentos de imigração. Durante esse período, foi interrogado por agentes de fronteira e, posteriormente, encaminhado para um voo com destino à Turquia. O árbitro afirmou que não recebeu justificativa formal para a decisão.

O caso ganhou repercussão internacional e mobilizou a população somali. No aeroporto de Mogadíscio, centenas de pessoas aguardavam sua chegada para prestar solidariedade ao profissional, considerado um dos principais representantes do esporte do país.

Nos últimos anos, Omar Artan consolidou seu nome entre os árbitros de destaque do futebol africano. Em 2025, comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul. Na mesma temporada, foi eleito o melhor árbitro da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Em nota oficial, a Fifa confirmou que o árbitro não participará da Copa do Mundo de 2026 e informou que não possui autoridade para interferir em decisões migratórias adotadas pelos países anfitriões. A entidade afirmou ter sido comunicada de que a situação de Artan não será revista pelas autoridades dos Estados Unidos.