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Aiatolá assume conselho de transição após morte de Khamenei

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governo do Irã anunciou neste domingo (1º) a formação de um comando interino para conduzir o país após a morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28). A estrutura provisória seguirá em vigor até a definição do novo chefe do regime.

O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado membro jurista do Conselho dos Guardiões, órgão que passa a exercer papel central na transição. Também integram a condução temporária do país o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.

A medida segue o que determina o Artigo 111 da Constituição iraniana, que prevê a criação de um conselho de transição até que a escolha do novo líder supremo seja feita pela Assembleia de Peritos, composta por 88 religiosos.

Conflito e cenário de tensão

A mudança ocorre em meio à escalada militar na região. Ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel deixaram, segundo a imprensa iraniana, 201 mortos e 747 feridos. As ofensivas começaram na madrugada de sábado e foram justificadas pelos dois países como ações para neutralizar ameaças.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases norte-americanas no Oriente Médio. Autoridades iranianas afirmaram que haverá reação às investidas militares.

Sucessão e disputa interna

A morte de Khamenei foi confirmada por veículos estatais iranianos, que informaram que ele estava em seu escritório, em Teerã, no momento do ataque. Antes do anúncio oficial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia mencionado o falecimento nas redes sociais.

Entre os nomes apontados como possíveis sucessores está o do clérigo e político Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo. Ele é considerado influente dentro da Guarda Revolucionária Islâmica e, se confirmado, representaria a continuidade da linha ideológica do atual regime.

Especialistas avaliam que, apesar das pressões externas e dos ataques, a estrutura política iraniana foi desenhada para dificultar mudanças abruptas no comando do país. A definição do novo líder dependerá da articulação interna entre os setores religiosos e militares que sustentam o sistema de poder.

Há ainda incertezas sobre o impacto dos bombardeios nas principais lideranças do regime. Informações divulgadas por veículos internacionais indicam mortes de familiares de Khamenei, mas sem confirmação oficial dos nomes.