
A partir de agora, o Brasil terá a fabricação própria e em larga escala de uma das técnicas mais modernas do mundo no combate a tumores malignos. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oficializou, neste sábado (23), a criação do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, estrutura que viabilizará as terapias celulares de ponta a custos reduzidos no Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento de lançamento teve as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira. Apontado pela comunidade médica como um marco recente na oncologia, o método CAR-T atua diretamente contra leucemias, linfomas e mielomas.
O procedimento consiste em coletar as células de defesa do próprio paciente, submetê-las a uma modificação genética em ambiente laboratorial e devolvê-las ao organismo preparadas para destruir o câncer, de acordo com o portal Agência Brasil.
Com a produção centralizada na Fiocruz, esse tratamento de altíssimo valor de mercado será integrado à rede pública por meio de pesquisas clínicas e transferência tecnológica.
Investimentos
Graças ao suporte de sua rede de instituições públicas de ciência e saúde, o Brasil se destaca globalmente ao garantir o acesso gratuito a essa modalidade de medicina avançada. A implantação do novo centro de biotecnologia integra as metas do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS), ação vinculada ao Novo PAC que já injetou R$ 330 milhões no projeto.
Além da unidade voltada para o tratamento do câncer, a Fiocruz também inaugurou uma sede própria para abrigar as iniciativas de inovação do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). O prédio exclusivo demandou investimentos de R$ 370 milhões.
