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Rui Costa confirma Miriam Belchior como nova ministra da Casa Civil

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ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, anunciou que Miriam Belchior assumirá o comando da pasta a partir de março. A mudança ocorre porque Rui deixará o governo federal para disputar uma vaga no Senado pela Bahia nas eleições deste ano. A confirmação foi feita pelo próprio ministro durante entrevista a uma rádio baiana.

Segundo ele, a definição segue uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de priorizar nomes que já integram a equipe ministerial.

“A prioridade do presidente é que as indicações sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, afirmou.

A troca na Casa Civil faz parte de um movimento mais amplo no governo federal. Com a proximidade do prazo legal de descompatibilização, em 31 de março, a expectativa é que mais da metade dos ministros deixe seus cargos para disputar as eleições de outubro, conforme antecipado ainda em agosto.

Com passagem pelo Ministério do Planejamento durante o governo Dilma Rousseff (PT), Miriam Belchior é considerada um dos quadros técnicos mais experientes e de maior confiança dentro da atual gestão. Sua escolha é vista como uma tentativa de garantir estabilidade administrativa em um período de transição.

Mudanças em curso

Outras mudanças semelhantes também devem ocorrer. No Ministério da Fazenda, o secretário-executivo Dario Durigan é cotado para assumir o posto atualmente ocupado por Fernando Haddad. Já na Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann deve ser substituída por Olavo Noleto, atual coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado Conselhão.

Normalmente, anos eleitorais dificultam a recomposição ministerial, já que muitos possíveis sucessores também pretendem disputar cargos eletivos. Além disso, o curto tempo de permanência nos postos reduz o interesse de nomes de maior projeção política.

Na Bahia, Rui Costa será candidato ao Senado e deve integrar uma chapa exclusivamente petista. O ex-governador, que comandou o estado por oito anos, se unirá ao senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, enquanto Jerônimo Rodrigues (PT) disputará a reeleição ao governo estadual.

A legislação eleitoral determina que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções até 31 de março para concorrer nas eleições. A regra não se aplica a candidatos à reeleição, como é o caso do presidente Lula.